Never bet against James Cameron, talvez, mas, em Maio de 2026, os espectadores não pareciam particularmente ansiosos por um concerto de Billie Eilish, filmado em 3D, pelo vôvô Cameron, saído de Pandora para o seu primeiro filme sem criaturas azuis em largos anos. Na verdade, as estrelas deste mês foram sobretudo para duas estreias de jovens realizadores com experiência no… YouTube. Obsession, de Curry Barker, e, mais recentemente, Backrooms, de Kane Parsons, continuam a dar que falar e foram as duas grandes surpresas do mês – provavelmente dois dos filmes do ano. De resto, Maio foi um mês particularmente preenchido por cinema de horror, com os regressos de André Øvredal (com um paupérrimo Passenger) e de David Lowery (o seu Mother Mary deixou muitos espectadores à deriva). Destaque ainda para dois regressos que poucos pareciam ter pedido e que também não encantaram. Guy Ritchie, fiel a si próprio, com In the Grey, e um novo capítulo de Star Wars em versão Disney, entregue ao seu mais fiável hand for hire, Jon Favreau. De cinema português, vimos o novo filme de João Nicolau, já apresentado no IndieLisboa, e Pai Nosso – Os Últimos Dias de Salazar, de José Filipe Costa.