Esta diva veio para arrasar, literalmente. Para quem não se recorda, no início de 2023 o mundo foi apresentado a Megan, uma fembot que era tanto robot-companheiro como máquina assassina. Ela está de volta com M3GAN 2.0, que segue uma trama bastante familiar, à la Terminator 2: Judgment Day, i.e. o vilão do primeiro filme torna-se o herói do segundo.
Depois de ter assinado o primeiro filme, Gerard Johnstone regressa para esta sequela com uma abordagem ligeiramente diferente: menos sustos, mais violência. Mais próximo de um filme de ação ou espionagem do que de puro terror. Basta imaginar Arnold Schwarzenegger como o substituto de Tom Cruise numa missão impossível que ameaça toda a Humanidade. Ou um Austin Powers, mas com piada.
Johnstone replica o humor de M3GAN, mostrando completa consciência do factor camp que garantiu o sucesso do capítulo anterior. M3GAN 2.0 tem igualmente momentos hilariantes, como Megan ter de fingir que é um ser humano a dançar à robot, ou Cady a perguntar à tia “Porque é que estás vestida como uma prostituta portuguesa?”. Numa das melhores cenas do filme, Megan canta a cappella uma canção de Kate Bush (“This Woman’s Work”) numa tentativa risível de reconfortar Gemma, o que pelo contrário só a enerva.
M3GAN já nos tinha alertado para o perigo de recorrer à tecnologia como substituta de educação parental. A sua sequela dá continuação a este tema e acrescenta o assunto do momento: a inteligência artificial. O filme retrata o seu uso (e abuso) às mãos de tech bros que mais depressa preferem a destruição do planeta do que a regulação da sua preciosa I.A.
M3GAN 2.0 é pouco mais que uma diversão desmiolada, mas é a melhor do género. Um filme entusiasmante, prazeroso e, claro, ridículo.
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